Appaloosa

A lembrança mais característica do cavalo Appaloosa remete ao desbravamento do Oeste norteamericano, quando era utilizado pelos índios em suas batalhas. Diz-se que, inclusive, o Exército norteamericano cogitou dizimar a raça por conta desta característica.

Uma das principais características da raça é a pelagem muiticolorida. São dóceis e esbeltos. Têm a pelagem marcada por pintas redondas e ovais, despigmentação especial nos olhos, narina, genitais e outras regiões do corpo, além da membrana branca circundando o olho, igual à dos seres humanos.

Registros dão conta de ter-se encontrado em figuras rupestres de cavernas da França e Espanha desenhos representando as pelagens dos cavalos desta raça, sendo que aos espanhóis é que se atribui a introdução do Appaloosa na América, durante a colonização.

Vasos chineses de 5000 anos atrás também mostravam cavalos similares ao Appaloosa. Sabe-se que na China de 2500 A.C. somente os imperadores podiam montar nestes cavalos de rara pelagem. O primeiro registro oficial da criação do Appaloosa data da Pérsia de 1600 A.C., onde eram adorados como animais sagrados.

Apesar de terem sido os espanhóis os responsáveis pela vinda do Appaloosa para a América, foi uma tribo de índios que desenvolveu a nova raça no continente. Por causa da coloração única, quase mística, o índio Nez Perce adotou o Appaloosa como cavalo de guerra pois acreditava que sua pelagem significava poder.

Os Nez Perce habitavam a região conhecida como Palouse. A Palouse é a região por onde passa o rio de mesmo nome e ocupa parte dos estados de Washington, Oregon e Idaho. Esta região que deu o nome ao cavalo pintado. A expressão La Paloose converteu-se em Appaloosa oficialmente adotada pela Associação Americana, sediada em Mocow, no Estado de Idaho.

Temperamento, velocidade e resistência são traços que eram desejados, não só pelos índios, mas também pelos cavaleiros; assim sendo, pequenos focos dispersos do Appaloosa apareceram por todo o oeste dos Estados Unidos, mas somente os indios Nez Perce criaram estes animais em larga escala.

Em 1877 o cacique Joseph e sua tribo de Nez Perce se renderam ao exercito americano e foram exilados para Oklahoma, levando com eles 1100 de seus Appaloosas que eram criados com grande dedicação. O Appaloosa quase se extinguiu nos anos seguintes, só vindo a sobreviver por que sua espetacular aparência os fizeram populares para uso em circos e shows sobre o oeste selvagem.

A beleza do Appaloosa não se deve somente à sua pelagem exótica. Sob suas pintas existe um corpo atlético. Naturalmente inclinado para a velocidade, agilidade e resistência, o Appaloosa apoia-se sobre pernas bem conformadas e de sólida estrutura óssea. O tórax amplo lhe confere excelente capacidade pulmonar. Os músculos longos e muito bem definidos, combinados com angulações perfeitas e aprumos corretos, frente e garupa bem acentuados, são traços típicos do Appaloosa. A inteligência e a docilidade transparecem em seu olhar corajoso e expressivo. A união de todas estas qualidades se traduzem em estilo, simetria, equilíbrio e harmonia.

É utilizado para sela, saltos, corridas esportivas e lida com o gado.

No ano de 1974 nasceu no Brasil o primeiro Appaloosa.

Fontes: Eternamente Country, Appaloosa Museum e Criar e Plantar.

Fotos: Eternamente Country e Appaloosa Museum.