Proteção aos Animais

Há tempos acompanho o conteúdo do blog Lady Bug Brazil, em que a sua autora, Lúcia, aborda diversos assuntos, todos com competência e desenvoltura. Há tempos, portanto, pensava em postar algo em relação ao seu sítio, quanto mais que a Lúcia é uma das mentoras do “projeto”, que em breve será divulgado na Blogosfera.

Não o fiz ainda no Direito e Trabalho, mas me sinto obrigado, como colaborador deste novo blog, da minha querida e amada esposa Ingrid, a o fazer aqui, principalmente porque o Show Jumping Brasil tem uma preocupação grande com situações ligadas ao bem estar e tratamento ético de animais.

Não digam, antes de conhecer, que a utilização do cavalo para a prática de esportes eqüestres como o Hipismo, Pólo, Rédeas, objeto principal deste blog, seja uma forma degradante de tratamento. Ao contrário o cavaleiro tem um respeito extremo com o cavalo, tanto que o código que este deve observar no trabalho com o animal, deixaria muitos empresários em apuros caso se aplicasse também a trabalhadores. O cavalo é uma animal doméstico e a sua relação com o homem é milenar. Tanto que as entidades de defesa dos animais têm nos praticantes de esportes eqüestres aliados fiéis e sempre dispostos a contribuir com suas iniciativas.

É verdadeiro que há esportistas sem escrúpulos que se valem do animal apenas enquanto este lhes garante sucesso e não hesitam em dele se livrar quando velhos, doentes ou inválidos, mas este tipo de exceção há em qualquer atividade humana, não justificando a generalização.

Pois uma grande preocupação que a Lúcia está trazendo esta semana diz respeito ao abandono dos cães da raça Pitbull em São Paulo, que deverá se estender em breve por todo o país caso prosperem leis que disciplinam a condução destes animais em via pública, como por exemplo a Lei 4.597/2005, do Estado do Rio de Janeiro.

Ao contrário da Lúcia não sou iludido que possa haver bons exemplares e que isso dependa apenas da criação e do temperamento dos donos. A genética do animal é toda voltada para a agressividade e, como sabemos, até o mais manso por vezes pode ter um momento de fúria que, no caso de um pittbull poderá ser fatal para seus proprietários. Aliás quase todo o animal que mutilou ou matou seus proprietários, conforme se lê nos periódicos, era “um amor” até então.

Todavia isso não justifica que se abandonem os animais em via pública, à própria sorte, arriscando, ainda a vida de terceiros. Deve-se disciplinar, e também educar, para que os proprietários de pittbulls mantenham seus animais com focinheiras, os esterilizem e os mantenham consigo até sua morte natural.